terça-feira, 25 de agosto de 2015



Mesmo em tempos de crise, varejo perde vendas por falta de produtos nas prateleiras






• Avaliação baseada em estudo da NeoGrid considera as cinco categorias de produtos mais vendidas no país em junho de 2015

• O principal motivo dessa perda de vendas é a falha de execução nas lojas (56%), e desta porcentagem, 26% se refere à gôndola desabastecida e 30% ao estoque virtual

• Em 40% dos casos os produtos não estavam disponíveis no varejo ou porque o varejo não colocou o pedido para o fornecedor, ou por falha na entrega

Julho de 2015 – Nenhuma venda pode ser perdida, principalmente, em tempos de desaceleração econômica. Ainda mais relevante quando se trata do varejo, onde cada centavo deve ser contabilizado. Segundo dados da NeoGrid (www.neogrid.com/br), empresa de software e serviços para a gestão da cadeia de suprimentos, o varejo brasileiro teve cerca de 10% de ruptura (porcentagem de produtos que faltam nos pontos de venda) no mês de junho, dos quais 5% representam vendas perdidas que poderiam ter incrementado o faturamento dos varejos e indústrias do país.

A análise foi baseada nas cinco categorias de produtos mais vendidas nos supermercados do Brasil: cervejas, bolachas e biscoitos, leite longa vida, iogurte e refrigerantes, que tiveram aproximadamente 1,7 bilhão de unidades comercializadas.

Os dados mostram também que o principal motivo para essa perda de vendas é a falha de execução nas lojas (56%). Desse total, 26% se referem à gôndola desabastecida (o produto estava disponível no estoque físico, mas a prateleira não foi reabastecida); e 30% ao estoque virtual (o produto ainda constava no sistema de informações da loja, mas fisicamente não estava mais disponível para venda ao consumidor).Já em 40% dos casos, os produtos não estavam disponíveis no varejo ou porque o varejo não colocou o pedido para o fornecedor ou por falha na entrega.

O número de vendas perdidas por indisponibilidade de produtos chegou a 7% em janeiro e caiu no fim do primeiro trimestre, registrando 4% em março. Nos meses seguintes, voltou a subir e fechou o segundo trimestre em 5%. Os dados foram calculados pela solução NeoGrid Supply Chain Benchmark Powered by Nielsen, que traz o conceito OSA (On Shelf Availability), indicador que reúne informações homologadas de mais de 10 mil lojas de varejos do Brasil e que mede, diariamente, a disponibilidade de produtos na gôndola, a venda estimada por produto, por loja e por dia, as causas das faltas desses itens e como corrigi-las.

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