terça-feira, 17 de novembro de 2015


Sephora consolida sua cadeia de suprimentos no Brasil com a CEVA


CEVA Logistics, uma das líderes globais em gestão de cadeia de suprimentos, e a varejista de cosméticos Sephora assinaram um contrato para consolidar uma variedade de produtos cosméticos, tais como maquiagem, perfumes, produtos para o cabelo, acessórios, produtos para o corpo e banho e sua marca própria, Sephora Collection, de 40 pontos de distribuição no Brasil em um de seus centros multiusuários localizado fora de São Paulo.

Foto: Cortesia de CEVA
Foto: Cortesia de CEVA

Para atender às exigências da Sephora, a CEVA fez um grande investimento em infraestrutura de controle de temperatura para permitir o armazenamento e movimentação de mais de 7.000 SKUs e aproximadamente três milhões de itens de pedidos individuais por ano. ACEVA gerenciará a entrada, armazenagem, saída e logística reversa das lojas da Sephora em todo o país.

Foto: Cortesia de CEVA
Foto: Cortesia de CEVA

Como planejamos crescer no Brasil, sabemos que a CEVA suportará esse crescimento e será uma excelente parceira para atender às nossas necessidades. Escolhemos a CEVA porque precisávamos de um operador logístico dinâmico que pudesse responder às nossas necessidades e adequar com precisão sua oferta de serviços para a demanda de alto giro de uma casa de cosméticos. Cada segundo conta para nós e os segundos que a CEVA nos entregará com precisão serão ainda melhores”, disse Fabio Gonçalves, Diretor Regional de Supply Chain da Sephora.

quarta-feira, 11 de novembro de 2015

Cadeia de suprimentos: o que é e qual o papel do contador?


A cadeia de suprimentos é um importante fator dentro de uma organização. Conhecendo as rotinas e processos que abrangem tal perspectiva do negócio, o empreendedor se torna capaz de saber, de forma organizada, detalhes importantes sobre o andamento das operações de seus fornecedores de insumos, os traslados de produtos, sua gestão de estoque e outros pormenores.
Devido à relevância da cadeia de suprimentos, é necessário que o gestor fique sempre atento ao seu funcionamento e possa contar com os colaboradores que lhe municiem com as melhores informações para que consiga tomar decisões mais acertadas. E uma ótima maneira de melhorar sua gestão é contratando um contador, visto que esse profissional terá papel fundamental nas finanças do seu empreendimento.
Você tem dúvidas sobre o papel do contador no andamento da cadeia de suprimentos? Neste post você vai perceber por que esse profissional será de grande auxílio nessa parte do seu negócio!

O que envolve a sua cadeia de suprimentos?

A cadeia de suprimentos, enquanto rede de operações interligadas, evidencia a relação de diferentes rotinas e ações, abrangendo uma quantidade importante de organizações: ela começa pelos fabricantes e fornecedores de insumos para sua empresa; passa por transportadoras, varejistas e intermediários; envolve os fatores relacionados à gestão de estoque, análises financeiras diversas, sua logística e as iniciativas de monitoramento de suas rotinas. Tudo isso até chegar aos consumidores finais. Dessa forma, é essencial que a empresa conte com uma boa gestão.
Mas para que a cadeia de suprimentos traga maior eficiência e otimização de seus processos, é preciso que a empresa invista nos parâmetros necessários da gestão, juntamente com seus métodos e elementos, incluindo a supervisão dos materiais e os fluxos financeiros do negócio. O segredo por trás da melhor gestão da cadeia de suprimentos tem como objetivo reduzir estrategicamente os estoques, otimizar processos e evitar retrabalhos, de modo que os clientes sejam bem atendidos e a empresa gaste menos dinheiro. Os produtos ficariam, desse modo, sempre disponíveis na quantidade e qualidade apropriada, atendendo de forma bem organizada às demandas de um respectivo período.

Até que ponto é viável melhorar sua cadeia de suprimentos?

Diante do mercado altamente competitivo da atualidade, as empresas que não criarem estratégias de otimização e aperfeiçoamento de suas cadeias de suprimentos podem ficar ultrapassadas e até perder terreno para os concorrentes. O gestor precisa estar preparado para as mudanças constantes de tecnologia, mas também tem que entender até que ponto sua empresa pode investir — e também em que período é mais conveniente fazer isso, em qual área ou setor, quanto de recursos há disponível para tais melhorias e aplicações. Ou se será preciso fazer empréstimos para dar conta do volume de ações que são pretendidas no período. É aí que entra em cena o profissional de contabilidade!

Qual o papel do contador no controle da cadeia de suprimentos?

O contador serve para administrar as informações financeiras da empresa e oferecer melhores dados sobre a situação da cadeia de suprimentos. Isso vai garantir tomadas de decisões muito mais corretas e sensatas do gestor. Dessa forma, o contador surge como um profissional fundamental nesse processo, visto que vai assegurar a eficiência da análise contábil-financeira da gestão de custos, do controle do estoque e da logística de mercadorias, além de disponibilizar para os gestores e gerentes do setor aquelas informações econômico-financeiras mais importantes.
A partir dos resultados fornecidos pelos contador, quem está no comando da empresa saberá quais setores merecem investimento no período ou os gastos que podem ser cortados. Poderá identificar, inclusive, se vale a pena criar ações de mercado com descontos para os consumidores, reposicionando a empresa diante do público-alvo, o que impacta diretamente no funcionamento da cadeia de suprimentos.

A importância da cadeia de suprimentos na redução de custos na empresa

Irei relatar um breve resumo sobre a importância da cadeia de suprimentos na redução de custos e que poderá levar a empresa a ter um diferencial competitivo

Na minha opinião, igual as demais áreas, a cadeia de suprimentos também possuí uma grande importância na empresa, pricipalmente nos seus resultados finais e deve ser constantemente avaliada com o objetivo de inserir ou excluir elementos que não se adequam mais as necessidades da empresa em atender o mercado.

A cadeia de suprimentos abrange desde o primeiro fornecedor até o cliente final, sendo ela a responsável em realizar as melhores decisões em todas as etapas de fabricação, transporte, armazenamento e distribuição dos produtos finais.

Em relação a redução de custos, é importante avaliar os fornecedores, pois as vezes acaba sendo muito caro para a empresa depender de apenas um fornecedor, a solução ideal é ter mais fornecedores que possuam também matérias primas de boa qualidade, mas com um menor custo, dando a possibilidade para a empresa gerar orçamentos, negociações e a compra do fornecedor que tiver o preço mais atrativo. Outra estratégia também é buscar parcerias com concorrentes na realização da compra dos produtos, pois geralmente quanto maior o volume de compra, menor será o custo.

As empresas devem abrir algumas de suas informações para os seus fornecedores e concorrentes, principalmente em relação a previsão de demanda e posição de estoque, para que não ocorram falta ou estoques de produtos desnecessariamente.

Suponhamos que uma empresa que vende direto para os consumidores finais precise exatamente de apenas 100 unidades de um determinado produto e realiza essa requisição para o seu fornecedor. Esse fornecedor depende de outro fornecedor e requisita 150 unidade para garantir um certo nível de estoque para o caso da empresa solicitante requisitar, suponhamos que tenham mais fornecedores em outros níveis nessa cadeia de suprimentos, isso poderá gerar um estoque enorme entre os fornecedores, fruto das informações não compartilhadas referente a correta previsão de demanda e posição de estoque.

Outra estratégia também interessante, é a empresa avaliar os custos principalmente em relação aos seus processos de transporte e armazenamento, quanto que a empresa gasta na mão de obra, aquisição e manutenção de equipamentos e frota de veículos, pois poderá ocorrer uma qualidade superior e quase com o mesmo custo caso a empresa contrate um operador logistico.

Enfim, é importante nos dias atuais as empresas criarem parcerias e trocarem informações, pois assim poderá reduzir custos, gerar uma maior eficácia na produção e entrega dos produtos e consequentemente gerará uma maior satisfação e possivelmente fidelização dos clientes.

sexta-feira, 9 de outubro de 2015

Por que as PME’s de logística estão em alta?
Escrito por Arnaldo Vhieira, especialista em estratégia de negócios
Fonte : Exame.com

Todas as vezes que ligo o rádio do carro, assisto a telejornais ou leio notícias do cotidiano em mídia impressa ou pela internet, um tema paira no ar: a recessãoeconômica do país e suas consequências em diversos setores da sociedade. PIB(produto interno bruto) em queda, inflação e taxas de juros em alta, desemprego em ascensão, consumo em baixa e nível de confiança de investimento abalado, são reflexos de uma crise político-econômica instalada.
A complexidade do monitoramento deste cenário está na agenda diária dos empreendedores e, porque não dizer, de cidadãos comuns preocupados com a sobrevivência de empresas e de seus familiares.

A solução para os problemas, que acontecem em decorrência dessa situação, não é uma equação exata. Requer poder de raciocínio para analisar os ambientes, controlar gastos, ganhar eficiência na gestão de custos, no gerenciamento financeiro e cautela para investimentos. Ficar parado ou se movimentar pouco, parece a resposta adequada para muitos, inclusive empreendedores.
Sou bastante realista e, não apenas como bom estudioso do mundo nos negócios, mas, sobretudo um cidadão, sei que a situação pode agravar-se. Apesar dos “bombardeios” de notícias negativas, entendo que nem tudo é ameaça. Temos também as oportunidades, pois nesse momento de crise, as PME´s da área de logística estão em alta.
Quero aqui, portanto, explicar: diante de um momento de instabilidade econômica, as empresas de grande porte passam a revisar seus custos e produtividade, e focam nas atividades fim de sua produção, terceirizam e compartilham as atividades meio, como o estoque de seus produtos e, principalmente, o transporte e a entrega aos distribuidores e consumidores finais.
Ao terceirizar essas atividades, as empresas ganham um know-how dos pequenos operadores em determinados mercados, que transformam os custos fixos em despesas operacionais. Ao compartilhar suas estratégias, criam uma rede colaborativa entre grandes, médias e pequenas empresas, o que pode garantir a sustentabilidade da área.
Sempre afirmo que não existe receita mágica no mundo dos negócios e, diante desse novo cenário, caso você seja um pequeno ou médio operador logístico, deixo algumas dicas para sua ascensão nesse momento de crise, com objetivo de se tornar parceiro de uma grande empresa que busca implantar tais estratégias e ganhar mais eficiência nos processos produtivos e retorno financeiro.
1. Crie valores pautados na excelência da qualidade dos serviços: supere as expectativas dos clientes. A maioria das grandes empresas é certificada nos processos de gestão da qualidade e buscam parceiros com a mesma filosofia organizacional. Qualidade nos processos logísticos está atrelada aos baixos custos e aumento da produtividade.
2. Tenha uma visão sistêmica de toda área de logística: compreenda as inter-relações existentes na cadeia de suprimentos. Tal visão gera confiança entre a empresa contratante e você, o prestador de serviço.
3. Diversifique a prestação de serviços: adote diferentes modais de transporte para superar os obstáculos na entrega dos produtos. A maioria das grandes empresas está localizada nos grandes centros urbanos e não é segredo que a infraestrutura viária em nosso país é precária.
4. Utilize a tecnologia da informação como aliada para soluções sofisticadas e otimizadas em seus processos, seja no estoque de produtos ou no gerenciamento e roteirização da frota e dos serviços de entrega.
5. Treine sua equipe para que o atendimento ao cliente seja qualificado.Investir na formação de seus colaboradores é uma preparação para crescimentos futuros.
6. Esteja disposto a ouvir e estreitar um bom relacionamento com seu contratante. Empresas de grande porte acreditam que uma parceria é concretizada quando os valores são compartilhados entre cliente e fornecedores.
Todas as dicas citadas devem ser complementadas com inovação, criatividade, harmonia relacional e, sobretudo, competências para analisar de forma criteriosa como resolver a equação, superar a crise e aproveitar as oportunidades que a mesma oferece às PME´s.
Lembre-se ainda: a área de logística movimenta anualmente cerca de 11,5% do PIB do Brasil, portanto, seja otimista para alcançar as oportunidades e menos pessimista para não se apegar as ameaças. 
Arnaldo Vhieira é coordenador do curso de logística da FMU.

sexta-feira, 2 de outubro de 2015

Crise torna o Brasil atraente para investimentos de private equity


Fonte: The wall street journal

A crise em andamento no Brasil pode proporcionar aos investidores de private equity justamente o que eles vêm buscando há algum tempo: uma porta de entrada no país.
A desaceleração da economia brasileira e a desvalorização do real neste ano está tornando o ambiente de negócios mais desafiador para empresas do país que são financiadas por private equity. Por outro lado, os investidores em participações têm em mãos capital ocioso que agora podem usar para comprar ativos a preços menores.
“Se você captou [fundos] em dólar, agora seria um momento muito atraente para comprar”, diz Cate Ambrose, presidente e diretora executiva da Associação Latino-Americana de Private Equity e Capital de Risco — ou Lavca, na sigla em inglês. Ela acrescenta que a desvalorização de 50% do real em relação ao dólar nos últimos quatro anos tornou o país mais competitivo como destino de investimentos.
Hugh MacArthur, líder da área global de private equity da consultoria de gestão Bain & Co., concorda, dizendo que muitos fundos hesitaram em investir no Brasil durante os últimos 12 meses devido à expectativa de novas quedas do real.
“Agora, o risco de desvalorização é geralmente visto como menor e, em 2015, esperamos um aumento nas atividades de firmas de private equity mirando setores menos cíclicos e menos vinculados ao consumo, como saúde [e] serviços financeiros”, diz ele.
Carlos Garcia, um dos sócios-diretores da Victoria Capital Partners, empresa de investimentos com foco na América Latina, diz que os preços dos ativos caíram com a redução das expectativas de crescimento, somada a um menor volume de capital fluindo para a região, e que a velocidade do declínio “se acelerou nos últimos meses”.
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A Victoria — que tem escritórios em Buenos Aires, São Paulo e Bogotá — se concentra em negócios no Brasil, Argentina, Colômbia, Peru e Chile.
Apesar da série de notícias políticas e econômicas negativas no Brasil — incluindo o encolhimento do produto interno bruto, o rebaixamento da nota de crédito para grau especulativo e um escândalo de corrupção —, os investidores de private equity continuaram a apostar no país. Segundo dados da Lavca, os investidores participaram de US$ 2,28 bilhões em negócios de private equity no primeiro semestre de 2015, ante US$ 1,89 bilhão no mesmo período do ano passado.
Os dados da Lavca mostram um número crescente de negócios na América Latina como um todo, com US$ 3,58 bilhões utilizados em aquisições no primeiro semestre de 2015, ante US$ 2,57 bilhões um ano atrás. No fronte da captação, os chamados parceiros limitados (que não têm responsabilidades na gerência do negócio) investiram US$ 4,27 bilhões em fundos latino-americanos na primeira metade do ano, continuando o impulso que gerou uma captação recorde de US$ 10,4 bilhões em 2014 todo.
A Bain informou, em seu relatório de 2015, que o capital disponível alocado para o Brasil cresceu à medida que fundos internacionais como Actis, Carlyle Group, General Atlantic, TPG Capital e Warburg Pincus abriram escritórios no país e saíram ativamente à caça de negócios.
No início de 2014, fundos de private equity tinham acumulado US$ 4,7 bilhões em capital comprometido destinado especificamente a investimentos no Brasil. Além disso, uma parte dos outros US$ 6,6 bilhões alocados para a América Latina provavelmente também acabará no Brasil, afirma a Bain.
Investidores de peso têm feito negócios no país. Em abril, o Carlyle Group investiu US$ 593 milhões na compra de uma fatia minoritária da operadora de hospitais Rede D’Or São Luiz SA e, em agosto, adquiriu a administradora de planos de saúde e assistência Tempo Participações SA por US$ 169 milhões, segundo a provedora de dados Dealogic Ltd. Em maio, o GIC Pte Ltd., fundo soberano de Cingapura, pagou US$ 508 milhões por uma fatia da Rede D’Or.
A Advent International, que no ano passado captou US$ 2,1 bilhões no maior fundo com foco na América Latina já levantado até hoje, anunciou, em março, sua intenção de comprar a Faculdade da Serra Gaúcha, um grupo educacional de capital fechado, e de adquirir uma participação de 13% na rede de diagnósticos médicos Fleury SA, em setembro.
Uma pessoa próxima à Advent diz que a firma americana está acompanhando o Fleury desde o ano passado, quando a empresa, que tem ações negociadas na Bovespa, divulgou que as negociações para a venda de uma fatia de 41,2% à Gávea Investimentos, pertencente ao banco americano J.P. Morgan Chase & Co., haviam fracassado.
Embora a cotação das ações do Fleury tenha se mantido praticamente estável durante os últimos 12 meses, a desvalorização do real levou o valor de mercado da empresa a aproximadamente US$ 670 milhões, cerca de 65% menor que mais de um ano atrás, quando as negociações com a Gávea estavam em andamento.
A espera também fez com que a Advent não tivesse o trabalho de integrar as aquisições que o Fleury fez do Labs D’Or, em 2011, e da Papaiz Associados, de diagnósticos dentais, em 2012.
“A empresa está muito mais madura e sólida que em 2013”, diz uma pessoa a par da situação.
Algumas firmas de private equity que atuam no Brasil afirmam que está mais fácil competir por negócios agora que as empresas enfrentam escassez de crédito. “Nos bons tempos, os empresários não queriam levantar capital com venda de participações porque não queriam que seu patrimônio fosse diluído”, diz Marcelo Hallack, sócio do banco BTG Pactual, que faz investimentos de private equity através de sua unidade Merchant Banking. “Entretanto, quando o dinheiro fica escasso, essa questão tende a desaparecer,” diz ele.
O acesso a capital está encolhendo no Brasil com o contínuo crescimento do custo dos empréstimos. A taxa Selic subiu para 14,25% ao ano em julho, ante 7,25% 18 meses atrás.
Os problemas macroeconômicos do país também afetam as firmas de private equity ao prejudicar as empresas que fazem parte de seus portfólios.
O BTG Pactual informou que sua joint venture com a Deep Sea Supply PLC é um exemplo. A empresa fornece embarcações para o suprimento das plataformas para aPetrobras.
“Esse investimento foi duplamente afetado tanto pela queda dos preços do petróleo como pelos eventos específicos da Petrobras, que resultaram em altos níveis de alavancagem e um corte significativo nos investimentos de capital planejados”, diz Hallack.
Ele diz, porém, que outros ativos no portfólio tiveram um bom desempenho porque seguiram a premissa de que conseguiriam crescer independentemente da expansão da economia brasileira. A empresa de estacionamentos Brazilian Parking Co., por exemplo, é resistente à crise, “particularmente em países como o Brasil, com uma infraestrutura de transporte público inferior”. A Rede D’Or, na qual o BTG Pactual também tem uma fatia, deve ter um desempenho superior na recessão atual devido à rapidez do envelhecimento da população brasileira, acrescenta Hallack.
A Victoria fez cinco investimentos no Brasil e no Chile no ano passado, em uma série de setores, desde empresas voltadas ao mercado local — incluindo iluminação e mídia doméstica — até exportadoras de milho, sementes de soja e materiais de construção. Mas a firma de private equity ainda não fechou nenhum negócio neste ano.
“Em 2015, até o momento, não investimos em nada ainda, [mas] não porque não quisemos”, diz Garcia, da Victoria. “Estivemos perto de fazer alguns poucos investimentos, mas a volatilidade intensa nos levou a fazer uma pequena pausa no processo.”

MINDS + MACHINE: “AS FÁBRICAS ESTÃO SE TORNANDO UMA REDE SOCIAL, NÃO UM LUGAR.”

Em palestra no Minds+Machine, o designer Mickey McManus questiona o que acontece quando internet industrial, digital manufacturing e machine learning se juntam

O que uma floresta de álamos tem a ver com inovação tecnológica? Como um jogo matemático pode inspirar um novo tipo de liderança? Por que estamos falando de Barbie em um evento sobre internet industrial? Essas são algumas perguntas que podem surgir durante uma palestra do designer Mickey McManus. Mas suas analogias e exemplos fazem tanto sentido que, ao fim da apresentação, é provável que a pergunta seja: por que eu não pensei nisso antes?
Chairman no Maya Design, laboratório de inovação e design tecnológico, McManus abriu a programação do segundo dia da conferência Minds+Machines compartilhando com o público a grande questão que o instiga hoje: como podemos configurar um ecossistema, ou uma comunidade, formada não por seres vivos, mas por coisas?
Em busca de respostas, o designer frequentemente observa o que ocorre natureza. “A humanidade vem lidando com sistemas de informações há alguns milhares de anos. Mas a natureza vem fazendo isso em ecossistemas absolutamente complexos há 3,2 milhões de anos. Um homem sábio me disse uma vez que, se você quiser fazer algo muito difícil, deve ir em busca de alguém que já fez antes. E a natureza é um laboratório há muito tempo.”
Por falar em tempo, ele cita Pando, o organismo vivo mais antigo do planeta. Trata-se de um bosque em Utah que nasceu de uma única árvore, há 80 mil anos, e hoje tem 47 mil caules que compartilham as mesmas raízes. “É um exemplo incrível de resiliência. Trata-se de um sistema mutualista, onde que é bom para mim, é bom para você. Todos somos parte do mesmo fluxo. E esse é um padrão importante quando se pensa em mudanças no setor industrial.”
Some-se à biologia um toque lúdico. Em 1970, o matemático John Conway criou um jogo a partir do conceito de generatividade (o termo se refere, grosso modo, ao conjunto de regras que determina o padrão dentro do qual um sistema pode evoluir). O Jogo da Vida reúne quatro regras simples sobre a posição das “células” no tabuleiro – se uma delas tiver menos de dois vizinhos, morre de solidão, mas se estiver cercada por mais de três células, morre devido à superpopulação. Seguindo essas regras, o sistema emergente segue sozinho, com resultados imprevisíveis.
Trata-se de um conceito valioso para quem se interessa por inovação hoje, segundo McManus. “Para ter generatividade, você não precisa fazer todo o trabalho, mas sim criar uma arquitetura rica para que as coisas aconteçam”, afirma o designer, destacando a importância de líderes capazes de criar esse ambiente favorável e se manterem envolvidos de maneira ativa no processo. “Indústrias inteiras vão estourar de um dia para o outro. Outras vão colapsar, porque não pensaram nesses padrões e confiaram na sorte – e sorte não é um grande plano.”
Essa grande ebulição em que vivemos hoje pode ser comparada a uma sopa primordial, diz McManus, referindo-se à mistura de compostos orgânicos que, milhões de anos atrás, deu origem à vida na Terra. Só que agora, seus ingredientes são três: a internet das coisas, a produção digital e o processo de aprendizado das máquinas.
O designer já se debruçou sobre a internet das coisas no livro “Trillions: Thriving in the Emerging Information Ecology”, lançado em 2012. Nele, defende que em breve a quantidade de dispositivos de computação passará de bilhões a trilhões e, quando essa barreira for rompida, a mudança de escala será tão significativa que fará com que a internet de hoje pareça nanica. 
Há cerca de um ano, porém, ele percebeu que a ascensão da internet das coisas não ocorria sozinha, e sim junto a outras duas megatendências.
Uma delas, a produção digital, agrega a esse cenário coisas como a impressão 3D, já usada até no ambiente espacial. Para indicar o impacto que essa novidade pode ter, McManus cita a fabricação da Barbie. Um contêiner de navio pode transportar até 13 mil bonecas – cada uma pesa cerca de 300g. No mesmo espaço, é possível acondicionar polímero em pó suficiente para fazer 250 mil bonecas – basta imprimi-las no destino final.
“Se alguém acha que isso não vai alterar totalmente a gestão da cadeia de suprimentos, está enganado”, afirma o designer. “As fábricas estão se tornando uma rede social, não um lugar.”
A outra grande tendência se refere à uma faceta da inteligência artificial: estamos criando máquinas que são capazes de aprender. E isso traz questões totalmente novas. Pense no carro autônomo: se ele tiver que escolher entre bater num poste (com você e sua família dentro) ou atingir um ônibus escolar cheio de crianças, o que ele fará? “Nenhum código trará a resposta para esse tipo de situação, é uma questão de autoaprendizagem”, diz McManus.
Esse é o tipo de questão com a qual ele lida em seu novo projeto, “Primordial”. “Meu trabalho hoje é tentar entender o que acontece quando essas três tendências se unem. Como colocar as pessoas em primeiro lugar? Como formatar um mundo onde a rede importa?”, afirma o designer. Boa parte da resposta, segundo ele, passa por uma palavra : cocriação.
Um relatório da consultoria Mackinsey sobre a internet das coisas, divulgado em junho, prevê que o setor pode ter um impacto econômico de US$ 3,9 bilhões a US$ 11,1 bilhões em 2025. Desse total, 40% dependem de interoperabilidade, comenta McManus. “Isso significa saber ‘jogar’ junto, ser legal um com o outro, aprender os segredos da ecologia.”

terça-feira, 29 de setembro de 2015

Gerenciamento da cadeia de suprimentos em resumo

Muitos parâmetros são levados em conta para melhorar a cadeia de abastecimento e reduzir os custos:

– Reduzir o número de fornecedores, assim se consegue uma relação próxima, uma parceria;
– Reduzir o número de terceirizados, para alcançar o mesmo objetivo;
– Para os produtos acabados, estabelecer canais de distribuição e gestão partilhada de estoques, assim clientes e fornecedores compartilham custos, lucros e riscos;
– Antecipar a escassez através de históricos e boas previsões de demanda – e ajustar os estoques adequadamente.
No ambiente dinâmico e com concorrentes oferecendo produtos similares, a agilidade e o custo podem ser fatores determinantes do sucesso ou fracasso. Assim, quanto mais próxima de uma parceria forem as relações com seus fornecedores e clientes, maiores as chances de ter todos envolvidos e comprometidos no processo de oferecer o melhor produto ao mercado.
Prova da importância da área é perceber que as grandes empresas brasileiras já contam com departamento, diretoria ou gerência de logística e/ou supply chain, que vem ganhando importância crescente com o passar dos anos.